segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Lesado...

Preciso voltar a postar aqui...preciso mesmo!

;-)

sábado, 23 de abril de 2011

Resguardadas algumas proporções...

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

Texto de Luiz Antônio Simas

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".

Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?

É Villa Lobos, cacete!

Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.

Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.

Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.

Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.

Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de verticalmente prejudicado. O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal, ou horizontalmente prejudicado. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.

Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.

Abraços

Luiz Antônio Simas
(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ney Viturino dá início à reforma do Balneário e assessoria do Bretas nega problemas com a prefeitura de Caldas Novas

Obra de reforma do Balneário Municipal é lançada em meio a muitas homenagens


da Redação

Foi realmente emocionante o lançamento das obras do Balneário de Caldas Novas. A empreitada, que será conduzida pela secretaria municipal de obras, vem resgatar a história do município, que no passado atraía pessoas em busca de curas para suas doenças nas águas termais.

Personalidades ilustres da cidade estiveram presentes, como a dona Beatriz e o senhor Paulo Tupá, família do homenageado Pedro Tupá, que dará o nome à obra; o senhor Diógenes, que chegou a Caldas Novas há mais de 30 anos buscando curar um reumatismo; dona Terezinha, que guarda a memória do Balneário em recortes de publicações através dos anos, todos representam esse passado que o município quer resgatar.

Estiveram presentes no local das obras vereadores, secretários e diretores municipais, além de moradores, incluindo muitos idosos, querendo prestigiar o evento dada a importância de preservar a memória de Caldas Novas.

O secretário de Obras, Luiz Mauro Donato abriu o evento, explicando à população que no projeto da arquiteta Elisangela Bessa consta, além das salas de banho, uma piscina para fisioterapia. Em seguida, falou a vereadora Gisélia Custódio, que falou sobre a importância da história do Balneário e sobre o projeto de lei que foi votado por ela homenageando a família Tupá. O secretário de Turismo, Ivan Garcia, também mencionou a história do local e enfatizou: “queremos resgatar o turismo de saúde na cidade”.

Desde 1910 existiu no local uma casa de banhos particular, que apenas em 1920 foi transformada em balneário público, com salas individuais. A partir de 1939, o Balneário passou a pertencer à prefeitura, que para atender a demanda crescente, em 1950 construiu um novo balneário no local, que existe até hoje e após 61 anos será reformado.

O vice prefeito Otaviano da Cruz relembrou sua infância, em que conduzia muitas pessoas necessitadas para tomar banho nas águas medicinais e reafirmou o seu orgulho em fazer parte do resgate desse passado.

O Prefeito Ney Viturino por sua vez, recebeu uma homenagem do cantor Rui Amado, antes mesmo de começar a discursar. Em seguida, emocionado, o prefeito conversou com os presentes, que contaram histórias do desenvolvimento de Caldas Novas a partir da década de 70, falando da contribuição de suas famílias para o município.

A Primeira Dama Eterna Maria leu passagens da vida de Pedro Cordeiro Tupá, escritas por Beatriz Tupá, professora dedicada de muitos dos presentes, sendo esse o maior legado de sua família, na definição dela própria.


Caso Bretas

O início da obra de reforma do Balneário Municipal de Caldas Novas também foi o momento para esclarecer a informação, tida como "mentirosa, desonesta e de má fé" por um secretário do governo que prefere não se identificar, de que a prefeitura estaria impedindo a rede Bretas de supermercados, de se instalar em Caldas Novas.

A mentira, que segundo este mesmo secretário, "foi parida em Caldas Novas e comprada por muita gente sem a preocupação de se informar a verdade", caiu por terra quando um assessor da Rede Bretas se pronunciou publicamente durante a cerimônia de início dos trabalhos de reforma do Balneário.

Em tom de desabafo, Ney Viturino (foto) passou a palavra ao assessor do supermercado Bretas, Túlio Cabral, para desmistificar o fato de que a prefeitura estaria impedindo a instalação do supermercado no município. “O que está sendo falado por aí não tem nada a ver. Estamos recebendo muito apoio da prefeitura, do prefeito, dos secretários. Tivemos hoje [sexta-feira, 15 de abril] uma reunião na promotoria e a promotora abriu um canal, no qual vamos trabalhar para fazermos aqui nosso supermercado e vamos aproveitar e agradecer o apoio do prefeito e dos secretários. Estamos com o alvará de construção em mãos e de 90 a 120 dias as portas estarão abertas. Vocês podem ter certeza de que, quem vai ganhar são vocês, os consumidores e nós também, porque Caldas Novas é importante para nós”, declarou o assessor. (com informações da SECOM/Caldas Novas)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

De mim pra mim mesmo...

One Of Us

If God Had a Name What Would It Be?
And Would You Call It to His Face?
If You Were Faced With Him in All His Glory
What Would You Ask If You Had Just One Question?

Yeah, Yeah, God Is Great
Yeah, Yeah, God Is Good
Yeah Yeah Yeah Yeah Yeah
What If God Was One of Us?
Just a Slob Like One of Us
Just a Stranger On the Bus
Trying to Make His Way Home
If God Had a Face
What Would It Look Like?
And Would You Want to See
If Seeing Mean That You Would Have to Believe
In Things Like Heaven and Jesus and the Saints
And All the Prophets
Yeah Yeah God Is Great
Yeah Yeah God Is Good
Yeah Yeah Yeah Yeah Yeah
What If God Was One of Us?
Just a Slob Like One of Us
Just a Stranger On the Bus
Trying to Make His Way Home
Just Trying to Make His Way Home
Back Up to Heaven All Alone
Nobody Call Him On the Phone
Cept For the Pope Maybe in Rome
Yeah Yeah God Is Great
Yeah Yeah God Is Good
Yeah Yeah Yeah Yeah
What If God Was One of Us?
Just a Slob Like One of Us
Just a Stranger On the Bus
Trying to Make His Way Home
Like a Holly Rolling Stone
Back Up to Heaven All Alone
Just Trying to Make His Way Home
Nobody Call Him On the Phone
'cept For the Pope Maybe in Rome

Um de Nós

Se Deus tivesse um nome, qual seria?
E como seria seu rosto?
Se você encontrasse com ele e toda a sua glória
O que você perguntaria, se você pudesse fazer apenas uma pergunta?

Sim, sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, Sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando voltar para casa?

Se Deus tivesse um rosto
Com o que seria parecido?
E você gostaria de vê-lo
Se vendo significasse que você teria acreditar
Em coisas, assim como, o Céu, Jesus e os santos
E todos os profetas

Sim, sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, Sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando do seu jeito voltar para casa
Apenas tentando do seu jeito voltar para casa
Voltar para o céu sozinho
Ninguém chamando-o ao telefone
Exceto pelo Papa, talvez em Roma.

Sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim, sim, Deus é bom
Sim, sim, sim, sim, sim

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando do seu jeito voltar para casa
Como um Holly Rolling Stone
Voltar para o céu sozinho
Apenas tentando do seu jeito voltar para casa
Ninguém chamando-o ao telefone
Exceto pelo Papa, talvez em Roma.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Algumas definições para aeronavegantes desavisados...

Prestenção pra não esquecer mais:

AERÓDROMO
Área destinada a pouso, decolagem e movimentação de aeronaves (aviões e helicópteros).

AERÓDROMO PRIVADO
Aeródromo que só poderá ser utilizado com permissão de seu proprietário.

AERÓDROMO PÚBLICO
Aeródromo destinado ao tráfego de aeronaves em geral.

AERÓDROMO TRANSITÓRIO
Aeródromo para uso provisório, cuja a implantação visa atender situações específicas, de emergência ou de calamidade.

AEROPORTO
Aeródromo público dotado de instalações e facilidades para apoio às operações de aeronaves e de embarque e desembarque de pessoas e cargas.

AERONAVES

HELIPONTO
Área utilizada para pousos e decolagens de helicópteros.

HELIPONTO ELEVADO
Heliponto construído sobre edificações.

HELIPONTO PRIVADO
Heliponto que só poderá ser utilizado com permissão de seu proprietário.

HELIPONTO PÚBLICO
Heliponto destinado ao tráfego de helicópteros em geral.

HELIPORTO
Heliponto público dotado de instalações e facilidades para apoio às operações de helicópteros e de embarque e desembarque de passageiros.


ÁREA DE POUSO E DECOLAGEM OCASIONAL (APDO)
Heliponto que pode ser utilizado, em caráter temporário, mediante autorização prévia, específica e por prazo limitado.

ÁREA DE POUSO E DECOLAGEM DE EMERGÊNCIA (APDE)
Heliponto elevado cuja a utilização é prevista única e exclusivamente para casos de emergência ou calamidade.

Aeroportos e heliportos são empreendimentos exclusivamente públicos, construídos, mantidos e administrados, direta ou indiretamente pela união, através do Comando da Aeronáutica.

Aeródromos e helipontos também podem ser públicos, mas normalmente são empreendimentos privados que decorrem da iniciativa e necessidade privadas.

Como um aeroporto também é um aeródromo, assim como um heliporto também é um heliponto, os termos aeródromo e heliponto são utilizados genericamente, também para referir aeroporto e heliporto, por serem mais abrangentes.

A implantação e a operação, em qualquer dos casos acima, ocorre sob legislação específica do Comando da Aeronáutica, acarretando que seu projeto seja submetido a um processo de autorização da construção e abertura ao tráfego aéreo.

Fases Recomendadas Para Implantação de Um Aeródromo ou Heliponto.

A adequação da superfície para assentamento da implantação e a interface com a geografia e empreendimentos locais, no que diz respeito a dimensões, resistência do piso, obstáculos e instalações complementares, é específica para cada local, ensejando estudos preliminares para definir sua viabilidade. Estes estudos demandam um levantamento planialtimétrico, bem como sondagens e ensaios de solo.

Uma vez definida como viável a implantação do aeródromo ou heliponto, o próximo passo é a elaboração de um projeto, a ser submetido a aprovação do Comando da Aeronáutica, para obter a autorização de sua construção.

Após a construção, o aeródromo ou heliponto é objeto de inspeção por equipe do Comando da Aeronáutica, visando sua abertura ao tráfego aéreo através de sua homologação (se público) ou registro (se privado) no cadastro regional de aeródromos e helipontos.

Após aberto ao tráfego aéreo, o aeródromo ou heliponto passará a ser operado e explorado de acordo com a finalidade para a qual foi concebido e construído. Evidentemente, a operação e a exploração são atividades que dependem das intenções de seus idealizadores e proprietários.

Um heliponto pode ser implantado, inicialmente, sob a denominação de área de pouso e decolagem ocasional (APDO), assim como um aeródromo pode ser implantado como aeródromo transitório. Ambos têm processos de aprovação abreviados, visando atender urgências de utilização, previstas para certos casos. Entretanto, a operação de APDO ou de aeródromos transitórios é limitada a aeronaves específicas, em condições diurnas e por um período de tempo, dentre outras restrições.

Pelas razões precedentes, para a implantação de qualquer aeródromo ou heliponto, é recomendado que a abordagem seja feita pelas seguintes fases:

Estudos Preliminares.

Elaboração do Projeto.

Autorização do Comando da Aeronáutica Para a Construção.

Construção.

Homologação ou Registro.

Operação/Exploração


FATORES QUE CONDICIONAM A IMPLANTAÇÃO DE AERÓDROMOS E HELIPONTOS
A implantação de um aeródromo ou heliponto é condicionada, podendo sofrer restrições, pelo espaço aéreo sobrejacente, obstáculos circunvizinhos, aproveitamento do solo adjacente, bem como pela natureza, dimensões e resistência da superfície da pista (no caso de aeródromos) ou da área de pouso e decolagem (no caso de helipontos). Estes fatores não só limitam os tipos de aeronaves e os tipos de operações, como também implicam na criação de Zonas de Proteção e Zoneamento de Ruído, que deverão fazer parte do projeto.


TIPOS DE OPERAÇÕES DE AERÓDROMOS E HELIPONTOS
Aeródromos e helipontos podem ser abertos ao tráfego aéreo para operações diurnas ou noturnas, visuais ou instrumento. Além dos fatores que condicionam a implantação, as operações dependerão do tipo de equipamento instalado.



OPERAÇÃO DIURNA
Operações conduzidas no período diurno (entre o nascer e o pôr-do-sol).

OPERAÇÃO NOTURNA
Operações conduzidas no período noturno (entre o pôr-do-sol e o nascer).

OPERAÇÃO VISUAL - VFR (Visual Flight Rules) - VMC (Visual Meteorological Conditions)
Operações conduzidas acima de mínimos meteorológicos estabelecidos, sendo essencial o contato visual com o solo e obstáculos, podendo ocorrer no período diurno (VFR DIURNO) ou noturno (VFR NOTURNO).

OPERAÇÃO INSTRUMENTO - IFR (Instrument Flight Rules) - IMC (Instrument Meteorological Conditions)
Operações conduzidas dentro de limites meteorológicos estabelecidos, onde são permitidos segmentos sem contato visual externo, podendo ser no período diurno (IFR DIURNO) ou noturno (IFR NOTURNO).



AS ZONAS DE PROTEÇÃO
Conjunto de áreas nas quais o aproveitamento e o uso do solo sofrem restrições definidas pelos planos de Zona de Proteção de Aeródromos, Zona de Proteção de Helipontos, Zona de Proteção de Auxílios à Navegação Aérea e Zoneamento de Ruído.

Aeródromos, helipontos e auxílios à navegação aérea definem áreas e espaços circunvizinhos chamados de zonas de proteção. Qualquer tipo de implantação, pretendida nestas áreas, é condicionada à legislação específica do Comando da Aeronáutica, no que diz respeito aos riscos que possa oferecer ao tráfego aéreo.
Cada zona de proteção define áreas, quanto ao aproveitamento do solo, classificadas como áreas de implantação proibida e áreas de implantação restrita, além daquelas onde é livre o uso do solo, aqui chamadas de áreas de implantação permitida.
Qualquer implantação requer uma análise preliminar, para definir quais as implicações que as zonas de proteção poderão causar sobre o local e a altura pretendidos. Além disto, uma análise preliminar define também o procedimento necessário junto aos órgãos do Comando da Aeronáutica, em cada caso, a saber:


1o Caso - situações em que não cabe consulta ou autorização de espécie alguma, tais como aquelas em que as implantações firam as áreas proibidas, os gabarito dos planos específicos de aeródromos, os gabaritos das zonas de proteção de helipontos e auxílios a navegação aérea e os casos especiais dentro de áreas restritas.

2o Caso - situações em que a implantação é autorizada somente após a conclusão satisfatória de processo junto ao Comando da Aeronáutica, tais como os casos especiais dentro das áreas de implantações restritas ou próximos a auxílios à navegação aérea.

3o Caso - situações em que a implantação pode ser implantada livremente, sendo aquelas não citadas nos casos anteriores.

A despeito dos casos acima, quando já existirem obstáculos permanentes, naturais ou artificiais, uma implantação poderá ser autorizada, no mesmo local, pelo Princípio da Sombra, se aplicável.

O ZONEAMENTO DE RUÍDO
Delimitação de áreas para indicação das atividades compatíveis com os níveis de incômodo sonoro.

Fonte(s): ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Questão de Justiça...Leilamar Costa

As pedras falam...

Quero me somar ao Ernane, Rogério, João Marques e demais defensores das ruas de pedras. Há 43 anos moro na histórica “Rua Mauá" (grifo e aspas são propositais mesmo!), no bairro do Bosque, e desde sempre a conheço assim: de pedras.


Mas estas pedras são muito mais que simples pedras! Elas formam uma grande e aconchegante colcha de retalhos. Cada uma um retalho que, se unindo a outro e outro, guardam e mantêm vivas histórias presentes e passadas.


Me recordo como se fosse ontem: muitas sequer sonhavam existir. Muitas outras eram só poeira. Mas a Mauá não, ela era “calçada” e imponente! Nem por isso deixara de abrigar, em suas margens, singelas casas - como a que vivi por muitos e bons anos ao lado da Dona Tôca e de meus irmãos.


Como uma mãezona, acolhera a todos que optaram por nela viver ou simplesmente transitar. Sempre tratou a todos por igual. Entre aquelas pedras corri, brinquei . Sobre elas vi transitar cavalos, carroças, bicicletas, lambretas, motos possantes, cincas, fusquinhas e até Mercedes. E os eventos? De quantos fora ela um grande palco, a começar pelos comícios do arena e do manda-brasa, realizados na venda do seu João Claúdio ou perto do bar do Carlão, ambos de saudosa memória? E a quantos que com dor e pranto, levando seus entes queridos para a última morada, ela também afaga?


Por essas pedras vi passar grandes e pequenos caminhantes. Nelas estão cravados pedaços de nossa história, da história de nossa gente. É tão fácil perceber isso... basta ter um pouco de sensibilidade e observar os espaçamentos que há entre elas... certamente verão neles, pequenos clipes dessa história.


Ah, sim! As pedras falam!


É verdade que hoje esta importante e querida rua, anda um pouco cansada, vítima que é das grandes jamantas que nela seguem sem um senão sequer das autoridades! Mesmo assim em nada inveja as ruas cobertas pela massa asfáltica. Afinal, a colcha de pedras amortece a água que cai da chuva e carinhosamente a acolhe em seus entremeios. Já as “modernas” têm a chuva por inimiga, capazes de lhes provocar cortes profundos e nem sempre socorridos a contento...


Então como poderia eu e outros, da Mauá ou de outras ruas que querem mutilar, ter postura diferente? Como apoiar tamanha insensatez, que usa a modernidade como manto? Que nossa memória não nos deixe esquecer que um dia, sob o mesmo manto, destruímos ou mutilamos importantes edificações e monumentos históricos, dentre os quais a praça Manoel Bonito e o seu magnífico Coreto...


Será que vamos insistir em cometer erros que jamais poderemos reparar?

Leilamar Costa – jornalista e orgulhosa moradora da Rua Mauá

Quem sou eu

Minha foto
Brasília, DF, Brazil
Bem, sou um cara simples, buscando coisas simples, mas com muita peculiaridade... Como Jornalista levo a sério meu trabalho e, sem falsa modéstia, o faço muito bem feito. Não tomem isso como arrogância ou prepotência. É que respeito minha profissão, muitas vezes mais que o próprio ser humano. Gosto de ser Jornalista, amo a profissão e a ela me dediquei a vida toda e me dedicarei enquanto me fôr possível exercê-la ou ela exercer seu fascínio sobre mim. Para mim, ser Jornalista, é uma honra! Mas não se engane... faço o que tem que ser feito, e não o que a maioria gostaria que eu fizesse!