quarta-feira, 11 de abril de 2012

Então, para justificar bem o meu salário...em verdade eu vos digo... caríssimo Hedson Arantes...




Eis a mensagem direcionada a mim, publicada em um grupo de discussão no Facebook, hoje, 11 de abril, pelo jovem Hedson Arantes:



Ao senhor Luciano Beregeno

Como assessor da prefeitura de Caldas Novas, acredito que anda devendo algumas explicações,sobre as últimas denúncias contra o prefeito que paga seu salário com dinheiro do povo,pago atráves dos impostos,eu sou povo,portanto deve me esclarecer algumas situações.

- Contas rejeitadas do prefeito Ney Viturino,até agora o senhor não se posicionou com o mesmo afinco quando se envolve em debates sobre Cachoeira,Marconi ou Magal,falta de tempo,ou de argumentos pra defender o prefeito?

- Queria saber se o senhor ainda continua mandando e editando aqueles videos sobre os erros de português do prefeito Ney Viturino,ou ele aprendeu a falar graças a sua formação jornalística?

- Como assessor de comunicação do prefeito,o senhor ao invés de manter o bom relacionamento com a imprensa local,criou uma antipatia perante a grande maioria,não por estar defendendo o prefeito,mas por fazer isso usando de ameaças e ofensas pessoais.

- O senhor devia explicar porquê a rede de supermercados que será inaugurada em Caldas Novas brevemente,sofreu várias tentativas de boicote da prefeitura,e se o seu prefeito irá na inauguração do mesmo fazer politicagem.

- Queria saber se é verdade que após as eleições deste ano o senhor já tem um plano B pra sair de Caldas Novas,pois o senhor teria confidenciado a 'amigos' que em caso de derrota,mudará se pra Brasília,tendo em vista a rejeição que o senhor mesmo criou junto a formadores de opinião.

- O que pode tranquilizá lo agora é que o povo não te conhece,sua opinião não tem peso junto ao povo mais simples e humilde,que é quem decide uma eleição,ou seja sua rejeição não vai atrapalhar a já alta rejeição do atual prefeito bem como o candidato que ele vier a apoiar,já que ele mesmo já disse informalmente que poderia ser Otaviano da Cruz.

- O senhor não acha leviano criticar um empresário da cidade,gerador de empregos,que nunca roubou um centavo de ninguém,conseguiu tudo a base de trabalho,não precisa de salário de vereador pra se manter,sendo que todos sabem que o atual prefeito enriqueceu misteriosamente desde que assumiu a prefeitura,não tendo nenhuma outra atividade paralela a política?

- Gostaria que o senhor me explicasse porquê a verba que veio pra asfaltar o setor Holliday,foi usada pra asfaltar apenas a avenida que passa em frente a Chácara do prefeito situada na mesma região?

- E antes que o senhor venha com ameaças,saiba que não tenho medo,não ganho de nenhum político,e me sustento hoje com o dinheiro que ganhei entregando jornal nas ruas da Irlanda.

Respeito sua pessoa,porém como assessor lamento dizer,mas tem sido desastroso,indelicado e aventureiro.

Ainda bem que é formado,tem uma profissão e com o término do mandato do prefeito terá oportunidade de continuar desempenhando bem sua profissão,diga se de passagem,um excelente jornalista.Resta saber se em Caldas Novas....






Então, para justificar bem o meu salário...em verdade eu vos digo... caríssimo Hedson Arantes...

Não entendo bem essa postura de paladino que você tentou assumir ao fazer cobranças a mim, mas, lhe respondo com muito, mas muito prazer mesmo. Em primeiro lugar sua arrogância não lhe permite ser imprensa com ética e imparcialidade, como deveria ter pautado sua profissão. Mas particularmente, acredito que esta tenha sido sua opção por questões de foro íntimo e não vou comentar opiniões que dizem respeito ao seu valor e sua consciência, pois estes, você bem os conhece e calibra.

Sou sim assessor da prefeitura de Caldas Novas e, caso você soubesse acompanhar o trabalho de uma equipe que atende as demandas do município, mais interessado no bem estar da cidade que no de seus patrões, saberia que cumpro minhas tarefas da melhor e mais zelosa forma possível, não tendo para isso limitações de horários ou de privacidade. Quantos me procuram por ajuda dentro do que a lei me permite, assim o faço. E o faço por dever de consciência de saber que meu sustento sai do imposto que este cidadão, verdadeiramente necessitado, paga, aos cofres públicos.

Não me lembro de ter tido qualquer conversa com você sobre esse trabalho ou minha atuação na Imprensa, seja na mineira, goiana e até mesmo a brasiliense, motivo pelo qual não reconheço em você, qualquer legitimidade para lançar sobre mim seus ataques, na seara profissional. Nossas áreas de atuação são muito diferentes. E pelo visto, assim permanecerá por muito tempo. Lembre-se: usar um microfone e nele vomitar verborragicamente suas opiniões, rasgando o Código de Ética da Radiodifusão, não o torna celebridade e muito menos referência, a não ser do que “não se fazer”, quando citamos exemplos negativos. Mas isso também não vem ao caso.

Lembro que de suas cobranças em seu ataque, apenas uma refere-se à minha atuação na assessoria: a pavimentação do Setor Hollyday. Nota-se aqui que você novamente deixou-se dirigir por um vetor errado e nem ao menos teve a decência de buscar informações com seus pares mais esclarecidos, sobre o asfalto naquele Setor. Mas, graças à qualidade dos profissionais do setor, que atendem a população, não só essas ruas foram pavimentadas, como também mais ruas de outros setores próximos. E sim, a avenida principal do Setor foi asfaltada. Mas ela passa longe, muito longe da entrada da chácara do prefeito. Dizer isso é leviano, desrespeitoso, amoral. É induzir o leitor desatento a uma idéia de erro, a um julgamento errôneo sobre a conduta de uma pessoa. Você se alinhou àqueles que deturpam, distorcem e não respeitam o leitor, o ouvinte, o cidadão. Preferem induzir ao erro e tirar proveito disso. Ou vai me dizer que estas pessoas que você sabe quem são, são exemplos da boa prática jornalística? Faça esse exame de consciência meu caro. Use suas cercas morais para uma reflexão justa.

Quanto à rejeição das contas do prefeito Ney Viturino, novamente estamos diante de um impasse, não acha? Acredito piamente que você, assim como eu, também tenha lido o relatório do TCM. Lá ficou bem claro que houve problemas de avaliação e análise por terem acontecido problemas técnicos quanto à transmissão de arquivos, gerando incongruências entre o meio físico e o digital. Como acredito que você tenha lido e tenha capacidade de assimilação e entendimento, é claro que você, assim como eu, também entendeu o que o TCM disse. Ou não entendeu? Posso ser mais didático em outra hora, caso assim prefira.

Outro assunto abordado em seu ataque foi em relação a vídeos com os erros do prefeito. Não cheguei a vê-los e, se entendi bem, você me acusa de tê-los feito ou de tê-los editado? Seja mais claro. Em todo caso, me antecipo: se me acusa de fazer, saiba que, equipe de ataque nessa modalidade, quem tem é a ex-prefeita. Peritos absolutos nisso. Mas como também não detêm conhecimento sobre estratégias de comunicação, pouco efeito tiveram. Se acusa de ter editado os vídeos, ainda que o fizesse, estaria sim cumprindo minha função de torná-los mais inteligíveis ao cidadão. Mas como o disse antes. Não conheço tais vídeos. Caso tenha algum, me mande por favor.

Também você permeou por outra seara em sua acusação, acerca do meu relacionamento com a “imprensa” e que eu estaria me tornando antipático. Em primeiro lugar, assessor de imprensa simpático é aquele que pretende “cavoucar” espaço para seu assessorado. No caso de órgão público, a função dele é estabelecer canais mais limpos para evitar ruídos na mensagem. Simpatia é bônus. Pouco adianta ser simpático e não servir. Desafio qualquer veículo que tenha trabalhado comigo, a me mostrar quando e porque deixei de prestar alguma informação, quando solicitado. Enquanto secretário de Comunicação, que fui até o fim de 2010, nunca deixei de prestar informações quando procurado. As matérias, inúmeras, que foram publicadas nos nossos tradicionais jornais, e que não trouxeram o “outro lado”, ou seja, a justificativa da prefeitura, foram assim publicadas exclusivamente por decisão editorial, com o intuito de bater e denegrir a imagem do prefeito e da prefeitura e, por tabela, da cidade. O princípio da equidade em momento algum foi observado por estas publicações que tinham e têm objetivo único de defender o governo do Estado, promover o pré-candidato a prefeito Evando Magal, às custas de muito, mas muito dinheiro público e cargos. Tanto é que receberam mordaça para que nada fosse publicado, que pudesse ferir a imagem do governador e do deputado-candidato. Agora lhe pergunto: há honra nisso? Há honra em trabalhar para isso? Com a resposta, os assalariados do cachoeiroduto. E em tempo: sou antipático apenas àqueles que não conseguiram arrancar dinheiro dos cofres públicos. Esses sim têm todos os motivos do mundo para me verem como antipático.

Você também singra por caminhos já antes discutidos – o do mau uso da informação, da distorção degenerada e com objetivos escusos – quando cita a questão do Supermercado Bretas e sua instalação em Caldas Novas. Você claramente atribui à prefeitura, os impedimentos à época tão xiitamente apresentados pela mesma imprensa bancada pelo cachoeiroduto. Porém, gratas e raras exceções souberam trabalhar bem o tema. O Bretas teve problemas para se instalar aqui sim, mas por força de uma liminar concedida pela Justiça, a pedido do Ministério Público, que proibia a emissão dos Atestados de Viabilidade Técnica Operacional, os AVPOs, para qualquer empreendimento de grande porte na cidade. Foi o MP e não a prefeitura quem complicou a vida do Bretas naquela época. E o pior, resolvida a questão judicial, o entrave ficou por conta da Secretaria de Estado dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente. Isso em 2010, quando Alcides Rodrigues estava no governo do estado e quem dava as cartas era Evando Magal. No frigir dos ovos querido, quem sacaneou o Bretas além do MP? Você consegue deduzir isso sozinho? O problema foi sanado e agora, há flexibilidade para que novos empreendimentos se instalem. Mas a pergunta que faço: quem foi que ouviu, à época, o Ministério Público?? Quem teve coragem de questionar o “atraso” na geração de emprego, que a medida do MP estava causando? Quem? Quem se portou como Imprensa no episódio, merece meu respeito.

E agora, vamos aos comentários dôo seu mais estúpido ataque contra mim, não contra o assessor. Em primeiro lugar, quem te levou a história é tão ou mais estúpido do que quem nela acreditou. Sair de Caldas Novas por conta de eleição?? Enlouqueceu? O plano B que eu tenho é sim, estar em Brasília, mas o motivo é bem outro. Durante sua estada turística na Irlanda, talvez você tenha se esquecido de como se inteirar das coisas locais ou, a bem da verdade, você mesmo disso que queria distância “disso tudo aqui”, repetindo comportamento que teve ao deixar a Rádio Pousada, quando dela saiu. Mas vamos aos fatos. No fim de 2010 fui diagnosticado com câncer – um Linfoma não-Hodgkin. Fui para Brasília às pressas e me submeti a um tratamento que durou boa parte de 2011, inclusive com quimioterapia. O tumor entrou em remissão, mas ainda existem três linfonodos alterados, identificados na parte superior do meu corpo (região do pescoço, axilas e clavícula). Esses tumores, obrigatoriamente, me levarão a um acompanhamento mais minucioso a partir do fim deste ano, não porque já terá passado a eleição e sim, porque eu entro no segundo ano após o tratamento e ainda há riscos a serem afastados. Talvez você nem saiba disso com essa riqueza de detalhes, porque nem sequer tenha tomado contato com esse tipo de problema além do que foi dito pela TV no caso do Gianecchini. Lhe digo que não tenho a menor intenção de morrer de câncer e vou continuar a combatê-lo como estou fazendo desde o ano passado, pelo SUS, num hospital público porque, quando eu criticar um dia a Saúde pública, será como usuário efetivo dela, não como especulador interessado apenas em tirar proveito disso. Então meu amigo, não me venha falar em rejeição ou qualquer outra tolice que só pode ter saído de cabeças doentes e atormentadas. Não queira apontar o dedo pra mim e pronunciar “achismos” porque se acha no direito disso ou daquilo. Baixe os olhos quando cruzar comigo não pelo que sou, mas pelo que eu represento, pela minha história e pela minha luta. E ao abrir a boca pra atacar a pessoa, olhe bem se não há nenhum respingo de lama sobre você. O que eu passei e a história que eu escrevi, a minha história, ninguém, mas ninguém mesmo vai meter o dedo podre , com opiniões rasteiras, impróprias, tolas, abjetas e fruto da incompetência absoluta em se estabelecer. Acredite: estar à frente de um microfone e nele vomitar verborragicamente o fruto da própria estupidez, não torna ninguém celebridade, inda mais quando se aproveita da boa fé do ouvinte. Não tenho a menor preocupação em ser reconhecido ou ser aprovado. Tenho convicções acerca de muitas coisas na vida e nelas, me fortaleço sempre. Ao longo da minha carreira, questionamentos como esse, seu, sempre me trouxeram a consciência do dever cumprido. Não desempenho minha função para agradar ninguém, e sim, para dar às pessoas, condições de decidirem sobre algo, baseadas em informações que embasem o julgamento justo.

Você ainda tenta me passar pito em relação ao empresário Waldo Palmerston, na sua definição, a imagem da probidade e do empreendedorismo. Foi você mesmo quem escreveu aquilo? Foi você mesmo quem babou aparvalhadamente no saco dele? Somente se for para justificar salários passados ou futuros é que vou aceitar como suas, palavras tão imbecilizadas. Desde quando “gerar emprego” é ação benemérita? Ele gera emprego porque da força de trabalho ele gera fortuna, riqueza e depende desses empregados para continuar usufruindo da riqueza e do conforto que o dinheiro proporciona. Ou você conhece outra lógica de trabalho e geração de renda que não seja a clássica definida pelo sistema? Se bem que Galbraith acentua que o atual estado do trabalho seja substituído pelo estado do lazer em breve...rezemos! Politicamente ele está ligado sim ao tucanato degenarado e isso, é incontestável. Sua defesa então ganha ares ridicularizados. E entenda, ao dizer isso, nem de longe é ameaça. É apenas a reafirmação de um dos mais antigos ditados que tenho em conta: galinha que acompanha pato, morre afogada!

Por fim, lhe digo na mais pura certeza que pretendo sim, ainda, exercer minha profissão por muito tempo ainda, e em Caldas Novas. Quanto ao fato de você estar se sustentando com o dinheiro que ganhou entregando jornais na Irlanda, acredite, isso não é grande feito. Se você saiu daqui pra entregar jornais lá, é porque não possuía qualificação para exercer uma das muitas profissões que requerem habilidade naquele País. Repense esse argumento e invista na sua carreira, na sua formação. Não me alegra ver brasileiros saindo daqui pra limpar sanitário na Europa e ainda achar que isso é vantagem. Não mesmo. Não é nenhuma vantagem. Vá para o exterior para melhorar sua formação, suas aptidões. Pra entregar jornal e limpar vaso sanitário, não.

Sair do Brasil para entregar jornais ou limpar latrinas na Europa ou Estados Unidos, é aventurar-se. Então, quem de nós dois é o aventureiro? Pelo ataque que você me fez, quem de nós dois é o indelicado? E ainda, por demonstrar aqui tanto desconhecimento sobre tudo o que fala, quem é o desastroso no desempenho da função?

O respeito Hedson, aos mais antigos na profissão, não é regra. É demonstração de superioridade da alma, de humildade, de desejo de continuar aprendendo e se melhorando como pessoa. Não se engane. Seus ataques foram pessoais, direcionados e bem orientados e eu não o condeno de defender seu grupo, ainda que este grupo esteja altamente comprometido por toda a sorte de denúncias que enxovalham o Estado de Goiás, cachoeira abaixo. Pense melhor, da próxima vez em que desferir um ataque, se está preparado para isso.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

De atestado em atestado, a coisa vai se fazendo...



A imprensa de Caldas Novas continua me surpreendendo com seus inúmeros atestados de desleixo e mau jornalismo. Sem nem levar em conta os arroubos ensanguentados da TV Caldas, muito mais preocupada em desconstruir o que está pronto do que realmente reportar e propor alguma coisa positiva, agora sites e jornais impressos embarcam na tonitroante revoada dos morcegos em ano eleitoral.


Desta vez foi o pomposo, solene, retumbante e...estúpido anúncio feito pela imprensa local, de que o governador - o Chefe do Poder Executivo do Estado de Goiás - havia escolhido um deputado estadual - representante ativo do poder Legislativo do Estado de Goiás - para "coordenar" um programa local de assistência social, o tal Bolsa Futuro. Sem nem um sinal de mea culpa ou de arrependimento ou de dor na consciência ou de vergonha na cara mesmo, os veículos que reverberaram a falácia mostraram qualquer consideração pelo leitor, ou pela melhor, pela inteligência do leitor.


No mínimo, valeriam alguns questionamentos do tipo "como é que o Executivo consegue fazer do Legislativo um coordenador de programas sociais, personalizadamente?", ou então "como que o Marconi escolhe o Magal pra coordenar um programa desses em detrimento de todos os profissionais habilitados para gerenciar programas como esse?", ou mais "como que se nomeia um deputado para coordenar um programa social do Executivo?". São perguntas tolas, mas necessárias, fundamentais para a composição de uma matéria que traga em si o mínimo de posicionamento em defesa do leitor.


Sem responder a estas questões, a única justificativa plausível e amplamente divulgada pela imprensa desmesuradamente, é a compra de votos. Uma compra de votos sutil, mas efetivamente uma compra, com poder de controle sobre os cadastrados e sobre todas as etapas do processo. Esta sera a única explicação racionalizada para se entender o motivo de um governador nomear um deputado na ativa para coordenar um programa de benefícios sociais na cidade onde o deputado será, supostamente, candidato a prefeito.


E um agravante: todos esses veículos que noticiaram a aberração, recebem verbas do governo do Estado, o que se torna preocupante, pois aí, nesse caso, teríamos uma compra de votos institucionalizada.


Eu sugiro a essa mesma imprensa que gosta de passar atestado de incompetência para o mundo (a internet derrubou as fronteiras...hehehe), que justifique a atitude marconista com argumentos como "governador escolhe deputado por causa do castanho dos olhos", ou "corte de cabelo de deputado é decisivo na escolha  para coordenar programa social do executivo"... 


Ainda na seara da evaginação entre poderes, é estranho o poder de um governador sobre os deputados - estaduais e federais. Pelo que expôs a notícia, o deputado que se tornou "um dos coordenadores"do programa social, é na verdade mais um funcionário do governador? E a autonomia legislativa para investigar os atos do Executivo, pra onde foi? Se são empregados do boss, não vão querer deixá-lo de mau humor.


 há ainda uma recorrência comum aqui pelo interiorzão de Goiás. Não raro pode-se ver a foto do governador em posição de destaque e superioridade, pasmem, nos Plenários de Câmaras Municipais. Caldas Novas mesmo tinha uma dessas.

O que é preciso que se entenda aqui é a necessidade de adoção de uma postura séria frente a notícia. Todos sabemos que jornais, sites e a grande maioria dos veículos de imprensa, principalmente do interior, dependem de verbas governamentais. Mas fazer dessas verbas verdades absolutas, é desumano, amoral, imoral e de um mau caratismo sem precedentes.











quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Realmente um assalto legalizado



 E o consumidor?


"Outro dia, entrei num supermercado para comprar orégano e adquiri uma embalagem (saquinho) do produto, contendo 3 g, ao preço de R$ 1,99. Normalmente esse tipo de produto é vendido nos supermercados em embalagens que variam de 3 g a 10 g. Cheguei em casa e resolvi fazer os cálculos e constatei que estava pagando R$ 663,33 pelo kgdo produto. Será que uma especiaria vale tudo isso ? Agora, com mais este exemplo abaixo de produtos vendidos em pequenas porções, fico com a sensação que as indústrias se utilizam "espertamente" desse procedimento para desorientar o consumidor, que perde totalmente a percepção real do valor que está pagando pelos produtos. Acho que todos os fabricantes e comerciantes, deveriam ser obrigados por lei (mais uma?) a estamparem em locais visíveis, os valores em kg, em metro, em litro e etc. de todas e quaisquer mercadorias com embalagens inferiores aos seus padrões de referências. Entendo que todo consumidor tem o sagrado direito de ter a percepção correta e transparente do valor cobrado pelos fabricantes e comerciantes em seus produtos.  VEJAM O ABSURDO: Você sabe o que custa quase R$ 13.575,00 o litro ? Resposta: TINTA DE IMPRESSORA! VOCÊ JÁ TINHA FEITO ESTE CÁLCULO?
Veja o que estão fazendo conosco. Já nos acostumamos aos roubos e furtos, e ninguém reclama mais. Há não muito tempo atrás, as impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras a jatos de tinta, as impressoras matriciais domésticas foram descartadas, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade das novas impressoras. Aí, veio a "Grande Sacada" dos fabricantes: oferecer impressoras cada vez mais e mais baratas, e cartuchos cada vez mais e mais caros. Nos casos dos modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar mais do que a própria impressora. Olhe só o cúmulo: pode acontecer de compensar mais trocar a impressora do que fazer a reposição de cartuchos.

VEJA ESTE EXEMPLO:Uma HP DJ3845 é vendida, nas principais lojas, por aproximadamente R$170,00. A reposição dos dois cartuchos (10 ml o preto e 8 ml o colorido), fica em torno de R$ 130,00. Daí, você vende a sua impressora semi-nova, sem os cartuchos, por uns R$ 90,00 (para vender rápido). Junta mais R$ 80,00, e compra uma nova impressora e com cartuchos originais de fábrica. Os fabricantes fingem que nem é com eles; dizem que é caro por ser "tecnologia de ponta". Para piorar, de uns tempos para cá passaram a DIMINUIR a quantidade de tinta (mantendo o preço).Um cartucho HP, com míseros 10 ml de tinta, custa R$ 55,99. Isso dá R$ 5,59 por mililitro. Só para comparação, a Espumante Veuve Clicquot City Travelle custa,por mililitro, R$ 1,29. Só acrescentando: as impressoras HP 1410, HP J3680 e HP3920, que usam os cartuchos HP 21 e 22, estão vindo somente com 5 ml de tinta!
A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras X, o cartucho 26, com 5,5 ml de tinta colorida, por R$75,00.Fazendo as contas: R$ 75,00 / 5.5ml = R$ 13,63 o ml. > R$ 13,63 x 1000ml = R$ 13.636,00
Veja só: R$ 13.636,00 , por um litro de tinta colorida. Com este valor, podemos comprar, aproximadamente:-  300 gr de OURO;
- 3 TVs de Plasma de 42';
- 1 UNO Mille 2003;
- 45 impressoras que utilizam este cartucho;
- 4 notebooks;
- 8 Micros Intel com 256 MB. Ou seja, um assalto !

Está indignado? Os fabricantes alegam que o povo não reclama de nada...

Quem assina: CONSUMIDOR

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Por quem meus sinos dobram*





Ou

O que me liga a você

Ou

Nossa História

Ou

Sardinha com chiclete



O ano foi 2004. Eu acabara de encerrar as atividades da minha agência e a produção do Araguari em Revista – o primeiro programa de Araguari na TV – e fazia planos de me estabelecer em Fortaleza, a bela capital cearense, a convite de amigos. Foi quando soube que um novo jornal (Jornal Cidadão) havia sido fundado em Caldas Novas e resolvi fazer uma visita, após indicado por uma jornalista e grande amiga.

Mesmo morando em Araguari, quase co-irmã de Caldas, raríssimas foram as vezes que eu havia ido à cidade das águas termais. Na verdade, eu não nutria muitas simpatias pela cidade, devo confessar.

Fazia um calor infernal naquele  19 de março e eu então, passeando pelas ruas da cidade, senti uma confusão de sentimentos que não poderia explicar. Não naquele instante. Acertei as tarefas e remuneração no Jornal Cidadão e, começava ali, a minha história de amor e lealdade a Caldas Novas.

Não foi uma adaptação fácil. Mas também não foi sofrida. Foi educativa, elucidativa e aos poucos, Caldas Novas ia me conectando a mim mesmo e à sua alma, à minha alma, à minha essência: pela primeira vez, minha ascendência goiana deu mãos ao meu coração mineiro e meu ninho começou a ser construído.

As amizades chegaram e os laços reforçados. As sensações tornaram-se mais fortes e as alegrias mais intensas. Assim como as paixões, os amores... E Luciano Beregeno se fez Caldas Novas no âmago, indivisível dela, inseparável. 

Escrevendo minha história também escrevi na História dela. Crescendo, a vi agigantar-se, indomável, maior que tudo aquilo que tenta torná-la pequena diante do mundo. Caldas Novas permite que muitos dos seus sejam pequenos e até traiçoeiros. Mas não se permite sucumbir à pequenez deles.
Veio o câncer e fui obrigado a me afastar dela, da minha Caldas Novas. 

Agora, quase completamente restabelecido me preparo para reencontrá-la, sorrir para esta Caldas Novas que me mostrou o porquê de me sentir tão preso a ela, como todos que viemos de fora nos sentimos: ela nos deu o direito de recomeçar, de renovar esperanças, de recriar nosso presente. É por isso que ela está em nosso sangue até muito mais que no daqueles que nela nasceram. Caldas Novas me acolheu, me amou e me aconchegou em seu regaço. A ela me entrego e sua gente rendo minhas homenagens.

É por ela que meus sinos dobram!

* Artigo a pedido da mega mana Dri Martins, pra Revista Viaje, de Caldas Novas, em dezembro de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

Resguardadas algumas proporções...

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

Texto de Luiz Antônio Simas

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".

Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?

É Villa Lobos, cacete!

Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.

Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.

Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.

Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.

Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de verticalmente prejudicado. O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal, ou horizontalmente prejudicado. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.

Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.

Abraços

Luiz Antônio Simas
(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ney Viturino dá início à reforma do Balneário e assessoria do Bretas nega problemas com a prefeitura de Caldas Novas

Obra de reforma do Balneário Municipal é lançada em meio a muitas homenagens


da Redação

Foi realmente emocionante o lançamento das obras do Balneário de Caldas Novas. A empreitada, que será conduzida pela secretaria municipal de obras, vem resgatar a história do município, que no passado atraía pessoas em busca de curas para suas doenças nas águas termais.

Personalidades ilustres da cidade estiveram presentes, como a dona Beatriz e o senhor Paulo Tupá, família do homenageado Pedro Tupá, que dará o nome à obra; o senhor Diógenes, que chegou a Caldas Novas há mais de 30 anos buscando curar um reumatismo; dona Terezinha, que guarda a memória do Balneário em recortes de publicações através dos anos, todos representam esse passado que o município quer resgatar.

Estiveram presentes no local das obras vereadores, secretários e diretores municipais, além de moradores, incluindo muitos idosos, querendo prestigiar o evento dada a importância de preservar a memória de Caldas Novas.

O secretário de Obras, Luiz Mauro Donato abriu o evento, explicando à população que no projeto da arquiteta Elisangela Bessa consta, além das salas de banho, uma piscina para fisioterapia. Em seguida, falou a vereadora Gisélia Custódio, que falou sobre a importância da história do Balneário e sobre o projeto de lei que foi votado por ela homenageando a família Tupá. O secretário de Turismo, Ivan Garcia, também mencionou a história do local e enfatizou: “queremos resgatar o turismo de saúde na cidade”.

Desde 1910 existiu no local uma casa de banhos particular, que apenas em 1920 foi transformada em balneário público, com salas individuais. A partir de 1939, o Balneário passou a pertencer à prefeitura, que para atender a demanda crescente, em 1950 construiu um novo balneário no local, que existe até hoje e após 61 anos será reformado.

O vice prefeito Otaviano da Cruz relembrou sua infância, em que conduzia muitas pessoas necessitadas para tomar banho nas águas medicinais e reafirmou o seu orgulho em fazer parte do resgate desse passado.

O Prefeito Ney Viturino por sua vez, recebeu uma homenagem do cantor Rui Amado, antes mesmo de começar a discursar. Em seguida, emocionado, o prefeito conversou com os presentes, que contaram histórias do desenvolvimento de Caldas Novas a partir da década de 70, falando da contribuição de suas famílias para o município.

A Primeira Dama Eterna Maria leu passagens da vida de Pedro Cordeiro Tupá, escritas por Beatriz Tupá, professora dedicada de muitos dos presentes, sendo esse o maior legado de sua família, na definição dela própria.


Caso Bretas

O início da obra de reforma do Balneário Municipal de Caldas Novas também foi o momento para esclarecer a informação, tida como "mentirosa, desonesta e de má fé" por um secretário do governo que prefere não se identificar, de que a prefeitura estaria impedindo a rede Bretas de supermercados, de se instalar em Caldas Novas.

A mentira, que segundo este mesmo secretário, "foi parida em Caldas Novas e comprada por muita gente sem a preocupação de se informar a verdade", caiu por terra quando um assessor da Rede Bretas se pronunciou publicamente durante a cerimônia de início dos trabalhos de reforma do Balneário.

Em tom de desabafo, Ney Viturino (foto) passou a palavra ao assessor do supermercado Bretas, Túlio Cabral, para desmistificar o fato de que a prefeitura estaria impedindo a instalação do supermercado no município. “O que está sendo falado por aí não tem nada a ver. Estamos recebendo muito apoio da prefeitura, do prefeito, dos secretários. Tivemos hoje [sexta-feira, 15 de abril] uma reunião na promotoria e a promotora abriu um canal, no qual vamos trabalhar para fazermos aqui nosso supermercado e vamos aproveitar e agradecer o apoio do prefeito e dos secretários. Estamos com o alvará de construção em mãos e de 90 a 120 dias as portas estarão abertas. Vocês podem ter certeza de que, quem vai ganhar são vocês, os consumidores e nós também, porque Caldas Novas é importante para nós”, declarou o assessor. (com informações da SECOM/Caldas Novas)

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