segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A pedido de um amigo, minha opinião...


Sites de relacionamento são capazes de promover uma interação social verdadeira e efetiva?


A resposta à questão poderia ser simplória e monossilábica: não!

Mas, como é próprio da natureza humana, um “não”, necessariamente, deve ser acompanhado de alguma explicação. Então, sigamos a ela.


É irrefutável a importância que os sites de relacionamento têm para o entendimento do novo conceito de interação e até mesmo de internet de relacionamento. É através deles que grande parte – senão a maioria – dos adolescentes do mundo, passam pelo seu primeiro estágio de maturidade, pela criação de um método de se relacionar e de trocar informações e se mobilizar. Mas, tamanha importância não foge à análise da circunspeção em que se encontram os sites de relacionamento: o ambiente virtual.


Possuir um perfil – real o falso – e agregar a ele outros mil contatos, não cria uma forma de interação verdadeira e efetiva. Cria-se apenas uma identidade caçada num avatar, onde a leitura do eu real está longe da realidade. Isto se dá pela dificuldade que qualquer ser humano tem em lidar com sua multifacetada personalidade.


A partir desta constatação, pode-se jogar luz sobre a distância entre o mundo virtual, onde as relações são bem mais supérfluas e superficiais, do mundo real, onde a relação entre seres requer o uso de todas as habilidades inerentes ao ser humano, no jogo estratégico que permite às sociedades construírem relacionamentos sólidos e códigos morais que nortearão sua existência.


O mundo virtual é, sem dúvida, um puta tesão onde tudo é permitido e eu sou muito mais que aquele que me olha no espelho. O problema é que, ao fechar o lap top, o mundo real é aquilo que me rodeia e exige que eu tenha inteligência, habilidade e sensibilidade suficientes para garantir a humanidade das minhas ações, ainda não traduzidas em bites e bytes.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Meio tarde, mas veio enfim! Em Resumo eu vos digo...

A Ilustração:
Na corda bamba sobre o passaralho... nada a declarar!


O prefeito Marcão Marcolino e seu vice Chubão parecem ter sérios problemas de interpretação das necessidades políticas e sociais. A recentíssima saída do secretário-empresário Hélio Alves mostra a incapacidade do governo entender a política como um elemento componente da dinâmica social e não da vontade pessoal, como há muito venho dizendo.


Marcão deixou seu governo chegar às barras da exaustão para manter um discurso capenga de controle sobre um governo sem absolutamente controle nenhum. A saída de Hélio quando pedida pelos vereadores poderia ter dado uma sobrevida mais digna ao governo, mas não foi assim que os analistas do governo (????) conseguiram entender a coisa.


Agora, já com o caminho todo trilhado e um ano inteiro perdido, o prefeito será obrigado a fazer mudanças de secretários para tapar lacunas e evitar a perda de mais recursos federais, a exemplo de tanto s perdidos no decorrer de 2009, como é o caso da grana do ministério pra execução de obras na estrada do Piçarrão.

O pior ainda está por vir... pior pra cidade, porque pra mim é até prazeroso ver acontecer tudo aquilo que previ quando assinava a coluna Em Resumo da Gazeta. A dança dos secretários está só começando e esse coco, o prefeito vai engolir sem uma lágrima sequer, pois a origem dos seus problemas de natureza política está exatamente na incapacidade de Câmara e Prefeitura entenderem política com um pouco mais de antropologia.

Pouco adianta à administração e à Câmara amordaçarem a imprensa com ameaças claras de corte de verbas de patrocínio – situação permitida exclusivamente pela visão obtusa dos proprietários dos veículos, incapazes também de entender a força que um jornal local tem sobre a política, mas preferem sucumbir às migalhas espartanas do dinheiro do contribuinte, regrado a conta-gotas pela prefeitura para raramente informar e sempre propagandear atos e ações que sempre carecem de solidez.


Daqui pra frente será uma lambança só, podem ter certeza...e se alguém duvida sobre o que acontecerá, dispa-se do pudor e navegue pelo arquivo das minhas colunas na Gazeta quando ainda estava em Araguari....façam comigo esse exercício maravilhoso de fazer o check in e o check out da dança das cadeiras... chato pra cidade, novamente desgovernada morro abaixo.....mas gostoso pra caralho ver a comprovação de que eu tinha razão!


Mordam nos beiços gente graúda!


Hehehehehehehe....


Fique agora com o texto da nota emitida na tarde de hoje pelo Paço Imperial:


NOTA À IMPRENSA

O Prefeito Municipal de Araguari, Marcos Coelho de Carvalho, comunica à imprensa e comunidade em geral que o empresário, Hélio Alves Ferreira, pediu exoneração do cargo de Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo na manhã desta terça-feira (22).

Com a saída do empresário, a pasta será, interinamente, ocupada pelo Secretário de Governo, Hamilton Tadeu de Lima Júnior.

Embora lamente, o Prefeito Marcos Coelho de Carvalho compreende a decisão e, publicamente, agradece ao excelente trabalho empreendido pelo empresário, reiterando que Hélio Alves sempre fará parte de seu grupo político. Sua saída significa perda ao governo municipal e expressivo ganho à sociedade civil.

Finaliza, asseverando que sua voz sempre será ouvida nas questões maiores de interesse de nossa cidade.

Prefeitura Municipal de Araguari

sábado, 15 de agosto de 2009

Comunicado



Caros Amigos e Parceiros!

Após 9 meses à frente da Redação da Gazeta do Triângulo, na sexta-feira, 14, solicitei meu desligamento do Jornal e do Grupo Araguari Comunicações Ltda.

A principal razão desta decisão foi por discordar das pressões exercidas sobre a empresa constantemente, com ameaças veladas e outros comportamentos típicos daqueles que acreditam ser a condição momentânea, um estado permanente.

Assim, para preservar a integridade da equipe Gazeta e preservar meu saco e paciência, resolvi voltar a Caldas Novas, para alívio de uma meia dúzia de usurpadores da fé do eleitor.

Agradeço a todos pelos bons momentos vividos nas coberturas especiais, matérias cotidianas na Gazeta e principalmente, na Coluna Em Resumo, bem como agradeço ao esforço e talento da equipe, que continua seu trabalho.

E eu, continuo por aqui!

Grande beijo e bora em frente que atrás vem gente!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Deu no Diário Catarinense (Santa Catarina)

Senador afirma ser um dalit

Suplente do ministro Hélio Costa defende José Sarney no plenário

Ao fazer ontem discurso no plenário em defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) recorreu à teledramaturgia para explicar a crise política que atinge a instituição.

Irritado com as frequentes críticas por ser suplente e aliado de Sarney, Salgado disse que não quer ser um dalit do Senado – em referência aos integrantes da casta indiana inferior representada na novela Caminho das Índias, da TV Globo.

– Penso que, aqui, criaram aquelas castas, segundo a novela. O suplente é um dalit, não é? Sou um dalit, um intocável, suplente é um dalit. É o pior na escala. Só que meu voto é igual ao outro. Há aquele que se acha da casta mais alta. Como é o nome da casta mais alta na Índia? É o brâmane. Mas meu votinho de dalit é igual ao do brâmane na hora de apertar o botãozinho (do painel do Senado).

Na semana passada, Salgado bateu boca com o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) depois que o tucano disse que, como suplente, o peemedebista não tinha autoridade para criticar os colegas que defendem a moralização do Senado.

Salgado é suplente do ministro Hélio Costa (Comunicações), que deixou o Senado para assumir o cargo no primeiro escalão do governo – o que permitiu que chegasse ao Senado indiretamente, sem votação popular.

Integrante da tropa de choque

Salgado é conhecido no Senado por integrar a chamada “tropa de choque” do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no período em que o parlamentar respondeu a uma série de processos no Conselho de Ética – o que resultou na sua renúncia à presidência da Casa. Agora, Salgado também se tornou um dos mais ardorosos defensores de Sarney, com discursos que condenam as críticas ao presidente do Senado.

O jornal Estado de S. Paulo afirma que a empresa do neto de Sarney, José Adriano Cordeiro Sarney, teve autorização de seis bancos para intermediar a concessão de empréstimos com desconto na folha de pagamento do Senado. José Adriano disse, na reportagem, que sua empresa fatura por ano menos de R$ 5 milhões.

Brasília

sábado, 9 de maio de 2009

Protesto contra esquema das passagens vira hit; veja o vídeo


24 Horas News

O comentário do jornalista Luís Carlos Prates, da RBS, empresa de televisão filiada a Rede Globo, sediada em Florianópolis, Santa Catarina, se transformou no grande hit do momento. Com uma fala eloqüente e irritada, o comentarista fez duras críticas ao esquema das passagens mantida pelos congressistas.

Apresentado no dia 20, data em que o caso estava ocupando grande espaço no noticiário, o vídeo é o mais acessado da rede com 636.476 exibições e 167 comentários até às 21h10 desta segunda-feira.

Em lista de e-mails, o vídeo é tratado como “momento raro de liberdade de expressão”. A Câmara e o Senado formalizaram a utilização das passagens aéreas por familiares dos parlamentares. No Senado, pessoas indicadas pelos senadores para atos de "interesse parlamentar" também ficaram autorizadas a usar os bilhetes. Na Câmara, as modificações abriram brecha para financiar a viagem dos parlamentares e seus parentes ao exterior.

Veja o vídeo:


domingo, 19 de abril de 2009

Caraca!!

Putz... quase um ano se vai sem eu postar absolutamente nada aqui!
E olha que muito creme de chocolate passou por este bacalhau, e como.
Mas, hoje, é só um treino leve, sem maiores suores. Retorno já!

Sim, retorno mesmo.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Pra esquentar a massa cinzenta...


Do mito, da política e dos vampiros

Política é jogo pra gente grande, gente que tem visão, que enxerga longe e vê aquilo que a grande maioria não consegue ver. Política é a arte de conquistar, manter e exercer o poder, como bem colocou Maquiavel. É por essa característica que a política não deve ser da alçada dos menores de moral, dos despreparados e dos rastejantes – termo que evito o uso, mas reconheço a propriedade para se referir àquele que abraça a causa sem entendê-la ou em sequer sabê-la, usando todo tipo de subterfúgio para provocar algum efeito, seja ele qual for. A estes se atribuem apenas as ações secundárias.

Na defesa do meu ponto de vista, o argumento principal é o mítico que envolve a política e o político. Pode até parecer contraditório face à afirmação do primeiro parágrafo o que vou dizer agora, mas, o político não é nenhum ser superior, dotado de algum dom sobrenatural. Muito pelo contrário, é tão vulnerável como qualquer outro Homo sapiens-sapiens.

Só que esta é uma verdade exclusiva e para poucos pois, grande parte das massas ainda vê este ou aquele detentor de mandato, como um esteio, um suporte, um apoio, uma tábua de salvação, o que comumente, desemboca em uma relação antidemocrática de dominação e subserviência.

Aos olhos do homem comum o político é quase intocável. Quase não, é intocável! A máxima tem reforço entre as camadas menos favorecidas da população que crêem piamente que nem mesmo o braço da Lei ou a bela Thémis possam alcançá-los. E mais, atribuem a este ser político o poder de vida e morte, para o bem ou para mau. É o mito que nasce, cresce e desaparece com o líder.

Em regiões mais afastadas dos grandes centros do País e, principalmente no interior do Norte e Nordeste brasileiros, os míticos coronéis da política se fazem presentes e controlando seus currais eleitorais sob a batida do chicote e o canto da chibata, hoje representados pelo poder econômico. Essa dependência é que dá sobrevida ao mito e garante sua perpetuação, enquanto existir o domínio ou a dependência extrema de um e outro.

Caracteristicamente, o dependente tem em relação ao dominante a visão do devoto em relação ao santo ou a seu Deus. É nele que se encerra o bem e o mau e por ele, as cercas morais são justificadamente derrubadas e a lógica maniqueísta subvertida. Tudo por uma boa razão: a conquista de um objetivo!

Este ano a eleição que se aproxima começa a produzir seus primeiros deuses e clãs. No totem ao centro da tribo, dança doida a famigerada turba a espera de seu senhor. É mais ou menos isso que vejo quando olho a atuação dos grupos, só quem sem o glamour do Clã ou o totem ao centro. Apenas a tribo permanece.

Na defesa de um ou outro nome, o grupo se articula, execra publicamente o adversário e o transforma na representação abjeta de toda imperfeição. E assim dá início ao massacre. Arregimentando seguidores e toda sorte de frustrados, se insurgem contra o poder estabelecido na ilusão de estabelecer outro poder. Mera divergência de pontos de vista, uma vez que impreterivelmente, acabam não fazendo o que deve ser feito.

Enquanto a carnificina e o festim de ataques continuam, nas sombras, os articuladores se movimentam e dão continuidade aos encontros em locais incertos e não sabidos, recheados da aura de mistério própria do mito. Reuniões secretas, conversas codificadas e digressões plausíveis são parte da liturgia do mito político e eleitoral, totalmente contrário ao que preconizava a mãe democracia no berço da Grécia Antiga.

Os grupos por sua vez, continuam a trajetória da campanha infame, sem muito atentar ao que acontece no pátio, bem próximo da varanda, onde as conversas prosseguem e podem, a qualquer instante, alçar o inimigo ao posto de mais novo aliado.

Aqui cabe o devaneio: se o inimigo acossado pela manhã é o aliado deificado à tarde, como o grupo resiste a esta mudança sem perder sua característica de grupamento humano?

A resposta talvez nem exija tanto esforço.

Ao grupo não cabe o julgamento moral. Ele não é instância a ser consultada apesar de acreditar que o seja. O grupo é apenas ferramenta de pressão em busca de acordos individuais melhores. O grupo é apenas a força bruta do discurso, pura massa de manobra. A ele não compete questionar o líder ou suas posições. A ele não compete questionar decisões. Cabe a ele, única e exclusivamente, obedecer e fazer acontecer a vontade de seu líder.

A guerrilha continua e, em breve, poderemos ter sob o teto, lobisomens e vampiros. Se este será um jogo de força ou estratégia, saberemos apenas ao final do último round.

Semana que vem eu volto, ok?
Inté!

Quem sou eu

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Brasília, DF, Brazil
Bem, sou um cara simples, buscando coisas simples, mas com muita peculiaridade... Como Jornalista levo a sério meu trabalho e, sem falsa modéstia, o faço muito bem feito. Não tomem isso como arrogância ou prepotência. É que respeito minha profissão, muitas vezes mais que o próprio ser humano. Gosto de ser Jornalista, amo a profissão e a ela me dediquei a vida toda e me dedicarei enquanto me fôr possível exercê-la ou ela exercer seu fascínio sobre mim. Para mim, ser Jornalista, é uma honra! Mas não se engane... faço o que tem que ser feito, e não o que a maioria gostaria que eu fizesse!